Municípios de seis Estados estão entre os mais atingidos por tarifas

Municípios de seis Estados estão entre os mais atingidos por tarifas

Piracicaba (SP) é o mais afetado pelo novo tarifaço. Levantamento também aponta cidades em ES, RJ, SC, PR e RS.

Cidades dos Estados de São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul estão entre as mais afetadas pelo mais recente tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros.

Os Estados Unidos aplicaram uma tarifa adicional de 25% sobre produtos importados do Brasil, que entrou em vigor na quarta-feira passada. No dia seguinte, anunciaram outra taxação, de 12,5%, que começou a valer na sexta-feira. Somadas, as tarifas chegam a 37,5% para uma série de produtos exportados aos americanos.

A primeira medida é uma punição por práticas comerciais consideradas desleais pelo governo americano, como o Pix. A segunda foi adotada sob a alegação de punir 60 parceiros comerciais que, segundo os EUA, falharam em combater a importação de bens produzidos com trabalho forçado.

Os principais produtos sujeitos à dupla tributação são madeira, máquinas e equipamentos, rochas naturais, calçados, gorduras de origem vegetal e animal e armas. Outras mercadorias, como combustíveis, carnes, café e suco de laranja, ficaram livres das duas taxações.

Piracicaba (SP) é a cidade mais afetada pelo novo tarifaço, de acordo com levantamento do Estadão com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil).

O município abriga empresas exportadoras de máquinas e equipamentos para as indústrias agrícola e automotiva dos Estados Unidos. A cidade também foi afetada pelas vendas de produtos químicos orgânicos, papel e etanol. O município já havia sido o mais atingido pelo tarifaço de 50% aplicado em 2025, posteriormente derrubado pela Justiça americana.

Além das empresas exportadoras, os impactos atingem fabricantes que fornecem máquinas, equipamentos, peças e serviços para o setor sucroenergético, segundo o presidente do Sindicato Patronal das Indústrias do Setor Metalmecânico de Piracicaba, Saltinho e Rio das Pedras (Simespi), Paulo Estevam Camargo. “Qualquer redução na competitividade do etanol brasileiro ou retração dos investimentos nesse segmento acaba se refletindo diretamente sobre a indústria metalmecânica”, disse Camargo.

Em Piracicaba e região, o setor metalmecânico estima que 50 empresas sejam diretamente afetadas, com um contingente de 10 mil empregados. •

Prejuízo Piracicaba (SP) é a cidade mais atingida pelo novo tarifaço, de acordo com levantamento do ‘Estadão’

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