IBGE apura avanço de 3,1% da indústria no 1º trimestre

IBGE apura avanço de 3,1% da indústria no 1º trimestre

Após um fim de 2025 de pouco fôlego, a indústria brasileira completou o primeiro trimestre deste ano no azul. A produção teve uma ligeira alta de 0,1% em março ante fevereiro, a terceira expansão consecutiva, acumulando um crescimento de 3,1% no período. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal, divulgados ontem pelo IBGE.

Na série que desconta influências sazonais, a produção industrial subiu 1,4% no primeiro trimestre de 2026 ante o quarto trimestre de 2025. André Macedo, gerente da Pesquisa Industrial Mensal do IBGE, afirmou que o resultado no primeiro trimestre foi o mais acentuado desde o quarto trimestre de 2023 (alta de 1,8%).

Em março ante fevereiro, oito dos 25 ramos industriais pesquisados mostraram crescimento na produção. Pelos dados do IBGE, as principais influências positivas foram registradas nos segmentos de derivados do petróleo e biocombustíveis (2,2%), produtos químicos

Histórico

Segundo IBGE, avanço no trimestre foi o maior desde o quarto trimestre de 2023

(4,0%) e veículos automotores (1,1%). “Somando essas três atividades, a gente tem cerca de um terço do setor industrial. Então, a gente está falando de um terço do setor industrial com crescimento acima da média”, disse Macedo. “O crescimento concentrado se deu em atividades com peso importante no segmento industrial.”

O gerente do IBGE disse que a pesquisa não registrou ainda efeito direto da guerra no Oriente Médio na produção da indústria no País. “A guerra do Irã impacta via níveis de preços. Mas, num primeiro momento, no resultado da produção não consigo enxergar impacto. Sabemos que tem reflexo nas exportações, aumento de custo de insumos e fretes, mas, no momento, não vemos impacto na produção industrial”, disse Macedo.

Segundo ele, a perda de intensidade na indústria decorre das características conjunturais dos últimos meses, como a manutenção da taxa de juros em patamares elevados. Por outro lado, o mercado de trabalho ainda robusto, com aumento na massa salarial e ocupação elevada, favorece a demanda doméstica.

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