Exportação recorde: Veja em cinco gráficos o desempenho da balança em 2025

Exportação recorde: Veja em cinco gráficos o desempenho da balança em 2025

Em meio ao tarifaço de Trump, Brasil vendeu US$ 100 bilhões para a China e viu a retomada das compras da Argentina

 

Num ano marcado pela elevada incerteza no comércio internacional com o tarifaço de Donald Trump, a balança comercial brasileira ainda conseguiu colher um bom resultado. Em 2025, o País registrou um superávit de US$ 68,3 bilhões.

O desempenho foi melhor do que a previsão do mercado, que era de saldo positivo de US$ 65 bilhões. No entanto, ficou abaixo do apurado em 2024, quando o superávit foi de US$ 74,2 bilhões. O dado foi divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) nesta terça-feira, 6.

Em 2025, a economia brasileira conseguiu aumentar as exportações, mesmo diante de cenário adverso. Elas somaram US$ 348,7 bilhões, um crescimento de 3,5% em relação ao apurado em 2024. É o maior patamar já registrado.

A economia interna aquecida também levou a um aumento das importações, que alcançaram US$ 280,4 bilhões — alta de 6,7% na comparação com 2024.

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Para você

Como o avanço das exportações e das importações, a corrente de comércio do Brasil somou US$ 629 bilhões. O valor também é a maior já apurado pelo Mdic.

Destinos das exportações

Em 2025, a China continuou como o principal destino das vendas brasileiras. Os chineses compraram US$ 100 bilhões do Brasil. O resultado mostra que a China ampliou os seus negócios com o País. No ano anterior, as exportações para o gigante asiático foram de US$ 94,3 bilhões.

 

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Os Estados Unidos permaneceram na segunda colocação, mas as exportações recuaram 6,6% no ano passado, somando US$ 37,7 bilhões.

O Brasil foi um dos países mais afetados pelo tarifaço norte-americano. A tarifa recíproca inicial aplicada aos produtos brasileiros era de 10%, mas ela foi acrescida de mais 40% por Trump em julho, como justificativa pelo tratamento dado pelo Brasil ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Os EUA, no entanto, abriram uma ampla lista de exceções.

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Brasil ampliou as exportações no ano passado; soja seguiu como destaque Foto: Tiago Queiroz/Estadão

Em novembro, Trump retirou a tarifa adicional de 40% sobre produtos brasileiros como carne, café e frutas. Ele atribuiu a medida ao avanço das negociações com o governo brasileiro.

Ainda no recorte por destino, houve um crescimento de 31,4% das exportações para a Argentina, alcançando US$ 18,1 bilhões, impulsionadas pelo setor automotivo.

As vendas para os argentinos avançaram na esteira da melhora econômica do país. Após um duro ajuste no início de mandato de Javier Milei, o país enfrentou uma recessão econômica no ano passado, mas retomou o crescimento em 2025.

Quando se olha para a participação dos países na pauta exportadora, a China chegou a 28,7%, os Estados Unidos recuaram para 10,8% e a da Argentina subiu para 5,2% – a maior desde 2018.

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Na análise da pauta exportadora, os produtos mais vendidos seguiram a tendência dos últimos anos. As vendas de soja, petróleo e minério de ferro lideram a pauta exportadora do Brasil no ano passado.