13/02/2017 - Indústria de ferramentas prevê alta de 10% em 2017

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(12/02/2017) – Após três anos de quedas, a indústria de ferramentas espera voltar a crescer em 2017. “Embora ainda não exista um consenso entre os associados do Sinafer, acreditamos que haverá crescimento em 2017, em torno de 10%, acompanhando o desempenho esperado pela indústria automotiva”, explica Cláudio Camacho, presidente do Sinafer – Sindicato da Indústria de Artefatos de Ferro, Metais e Ferramentas de SP.

Segundo Camacho, os associados da entidade têm demonstrado um otimismo moderado e as opiniões se dividem com expectativa na faixa entre 6 e 10%. “As montadoras de automóveis estão com expectativa de crescimento entre 10 e 12%, enquanto as montadoras de caminhões esperam crescimento entre 20 e 25%. Historicamente, nosso setor tem acompanhado o desempenho da indústria automotiva, que é o principal consumidor de ferramentas do País”, complementa.

Camacho lembra ainda que, além do setor automotivo, a indústria de ferramentas espera receber impulsos também do segmento de máquinas e implementos agrícolas, que deve ser beneficiado por uma safra recorde, e do setor de óleo e gás. “O setor de óleo e gás tem dado sinais que está em ritmo de retomada. A Petrobras anunciou novos investimentos e alguns projetos estão sendo desengavetados. É mais um fator positivo, pois afeta toda a importante cadeia da indústria de óleo e gás no País”.

Queda em 2016 - O balanço do setor de ferramentas, que será divulgado esta semana, mostra que 2016 ficou abaixo da estimativa dos fabricantes manifestada no início do ano passado. Em média, a queda ficou em 9,4% na comparação com o ano anterior.

Entre os segmentos que compõem o setor representado pelo Sinafer, a indústria de usinagem apresentou a redução mais expressiva, de 11,2%. A indústria de ferramentas manuais registrou recuo de 7,2%, enquanto o de ferramentas industriais (que inclui as ferramentas de corte) caiu 8,7%. O segmento de artefatos, utensílios e ferragens de ferro e aço fechou o exercício com retração de 7,9%.

De acordo com o Sinafer, o nível geral de produção do setor está 20% abaixo do verificado em dezembro de 2012, ano de início da nova série do IBGE. Outro dado negativo foi a redução de 6,6% no número de empregados de 213.046 em dezembro de 2015 para 199.088 em dezembro de 2016.

Exportações - No acumulado de janeiro a dezembro de 2016, a indústria brasileira de ferramentas, abrasivos e usinagem exportou US$ 500 milhões em produtos, o que representou um recuo de 5,7% em relação ao valor exportado em relação ao mesmo período de 2015. As exportações brasileiras de produtos do setor destinados à Argentina totalizaram US$ 60 milhões, com recuo de 1,4% em relação ao ano de 2015. As importações do setor totalizaram US$ 1 bilhão, o que representa um recuo de 24,6% em relação a 2015.

FONTE: Usinagem Brasil13022017